Homens identificados pela Polícia Civil do Amazonas em investigação de sequestro e homicídio na BR-174
Suspeitos de sequestro e homicídio na BR-174, em Manaus. Foto: Divulgação/PC-AM

A Polícia Civil do Amazonas prendeu, na quinta-feira (5), dois homens suspeitos de sequestrar e matar Lucas dos Santos Nascimento, de 26 anos, em Manaus. O jovem foi retirado à força de um ônibus na BR-174, na Zona Oeste da capital, e teve o corpo encontrado dois dias depois.


Os detidos são Bruno Roger Lima de Azevedo, de 37 anos, e Naynder Miller Pinheiro Trindade, de 20. A prisão ficou a cargo da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Um terceiro envolvido ainda não teve a prisão confirmada nas informações divulgadas até agora.


O crime ocorreu em 9 de agosto de 2026, no quilômetro 13 da BR-174, no bairro Tarumã. Segundo a PC-AM, Lucas havia sido acolhido em 6 de agosto em uma instituição de recuperação para pessoas com dependência química, às margens da mesma rodovia. Na manhã seguinte, ele deixou o local e embarcou no coletivo.


Imagens das câmeras de segurança do ônibus registram a ação. Um dos suspeitos pula a catraca, outro entra pela porta lateral no meio do veículo e o terceiro pela porta dianteira. Lucas tenta se segurar, mas é arrastado pelos braços e pelas pernas e retirado do ônibus ainda no trecho da BR-174.


Dois dias após o sequestro, o corpo do jovem foi localizado no ramal Itaúba, na mesma região da Zona Oeste. A polícia apura o motivo do crime e a participação de cada um dos envolvidos. As imagens do ônibus passaram a integrar o inquérito e ajudaram a identificar os suspeitos agora presos.


Casos de sequestro com desfecho fatal na capital amazonense costumam concentrar esforços das unidades especializadas da Polícia Civil, sobretudo quando há registro em vídeo. A DEHS segue com as investigações para esclarecer a sequência dos fatos desde a saída da clínica até o encontro do corpo. Familiares e moradores da região acompanham o desdobramento do caso, que ganhou novas prisões nesta semana, meses depois do crime de agosto.


Fonte: g1 AM