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| Mosquito Anopheles darlingi, principal transmissor da malária na América do Sul. Foto: Romuald Carinci e Pascal Gaborit/Institut Pasteur de la Guyane. |
O Amazonas registrou 38.149 casos de malária entre janeiro e outubro de 2026, uma queda de 29% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O número é o menor para esses dez meses desde 2016, de acordo com dados preliminares da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), divulgados na sexta-feira (6), Dia da Malária nas Américas.
A doença, transmitida pela picada do mosquito Anopheles infectado, segue entre os principais desafios de saúde pública da região amazônica, especialmente em comunidades do interior do estado.
Segundo a FVS-RCP, a queda é resultado do reforço da vigilância epidemiológica, da adoção de novas tecnologias, da qualificação dos profissionais e do trabalho conjunto com os municípios, o que permite diagnóstico no tempo certo e estratégias adequadas à realidade amazônica.
Uma das medidas apresentadas pela fundação é o uso da tafenoquina no tratamento da malária. A versão para adultos já está disponível em 33 municípios amazonenses, e a formulação pediátrica começou a ser implantada e já chegou a 27 municípios. Ao todo, 14.813 pessoas foram tratadas com o medicamento no estado.
Apesar do resultado positivo, o órgão ressalta que o número de casos ainda é expressivo e que as ações preventivas precisam continuar. "Ao apresentar sintomas, a população deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para realizar o diagnóstico e seguir o tratamento até o fim", orienta o diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueiredo.
Fonte: g1 AM

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