Baseado no contexto conservação da biodiversidade
no Brasil, representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Banco
Alemão de Desenvolvimento (KFW) foram firmados quatro convênios com o Instituto
de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (IDAM), nos
anos de (2006, 2007, 2010, 2011).
Entre os municípios beneficiados com o projeto e
que fazem parte do Corredor Central da Amazônia (CCA) estão: Alvarães, Amaturá,
Anamã, Anori, Atalaia do Norte, Barcelos, Benjamin Constant, Caapiranga,
Carauari, Coari, Codajás, Fonte Boa, Iranduba, Itapiranga, Japurá, Juruá,
Jutaí, Manacapuru, Manaus, Maraã, Nhamundá, Novo Airão, Presidente Figueiredo,
Rio Preto da Eva, Santa Izabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Paulo de
Olivença, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga, Tefé, Tonantins, Uarini e
Urucará.
Segundo Vinhote, no primeiro convênio voltado para
o desenvolvimento e a dinamização das cadeias produtivas dos produtos
florestais, produtos florestais não-madeireiros e de animais silvestres no
Amazonas, o IDAM trabalhou com a capacitação de agricultores/extravistas com a
realização de oficinas e cursos voltados para as boas práticas do manejo da
borracha, extração de óleo de copaíba, manejo de castanha e manejo florestal,
além da elaboração de inventário do cipó titica no município de Carauari e
Planos de Manejo Florestal Sustentável em Pequena Escala. Também foi
identificado três novas áreas para a meliponicultura nos municípios de
Manacapuru e Novo Airão.
No que se refere aos resultados do segundo convênio
foram capacitados 606 agricultores familiares/associações dos municípios da
área de abrangência do projeto, e 85 técnicos do IDAM que atuaram prestando
assistência técnica aos municípios assistidos e beneficiados pelo projeto.
O diretor-presidente do IDAM, Edimar Vizolli,
destacou a importância de preservar a biodiversidade trabalhando com o plano de
manejo em pequena escala, que é voltado para o pequeno agricultor familiar que
trabalhava na ilegalidade, e o IDAM enfrenta o desafio de conscientizar este
agricultor a trabalhar de forma correta. “A conscientização é o grande segredo
para a sustentabilidade”, reforçou.
Corredores Ecológicos
O Projeto Corredores Ecológicos, componente do
Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais Brasileiras – PPG 7,
tem como principal objetivo a conservação da diversidade biológica das
florestas tropicais do Brasil, por meio da integração de Unidades de
Conservação públicas e privadas em “corredores ecológicos” selecionados. Os
Corredores Ecológicos são definidos, neste Projeto, como grandes áreas marinhas
e florestais biologicamente prioritários e viáveis para a conservação da
diversidade biológica, compostos por conjuntos de Unidades de Conservação,
Terras Indígenas e Áreas de Interstício. Até o momento, foram selecionados dois
corredores: o Corredor Central da Amazônia e o Corredor Central da Mata
Atlântica.
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