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Policial coberto de tinta durante protesto contra a crise habitacional em Portugal. Foto: Filipe Amorim/AFP
A polícia de choque de Portugal desmontou, na madrugada deste domingo (1º), dezenas de barracas instaladas por manifestantes que protestavam contra a crise de moradia no país. As operações em Lisboa e no Porto tiveram confrontos, uso de cassetetes e 13 prisões.
Em Lisboa, dezenas de policiais, alguns com cães, retiraram o acampamento montado na Praça do Rossio. No Porto, a ação ocorreu na Praça Dom João I. As operações começaram por volta das 4h30, no horário local.
De acordo com a polícia, seis pessoas foram presas em Lisboa e sete no Porto por não cumprirem a ordem de deixar os locais. A corporação afirma que manifestantes atiraram garrafas, tinta e artefatos pirotécnicos contra os agentes; 13 policiais ficaram feridos e oito foram levados ao hospital.
Os manifestantes contestam os números. O grupo Acampada Lisboa diz que mais de 30 pessoas ficaram feridas, dez delas com necessidade de atendimento hospitalar.
Os acampamentos surgiram depois de protestos pacíficos contra a alta dos preços dos imóveis e dos aluguéis. O movimento critica o governo de centro-direita, que pretende facilitar despejos e acabar com os limites de valor para novos contratos de aluguel.
Os manifestantes temem que as mudanças encareçam ainda mais a moradia e deixem os inquilinos mais vulneráveis. A mobilização portuguesa segue o exemplo da Espanha, onde há semanas manifestantes mantêm acampamentos em Madri e em outras cidades.
Fonte: g1 (com RFI)
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