Fachada do Ministério do Trabalho e Emprego, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília

Sede do Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu cerca de 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos três primeiros dias de funcionamento de um canal criado especificamente para esse tipo de ocorrência. O balanço foi divulgado neste sábado (31), em Brasília.

O canal entrou em operação em 28 de outubro, depois que relatos dessa prática passaram a surgir na internet e em órgãos competentes.

São Paulo lidera o número de registros, com 1.325 denúncias. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345), Paraná (268) e Santa Catarina (259). A Região Sudeste concentra 48,5% das ocorrências.

De acordo com o ministério, as denúncias já estão sendo apuradas.

O assédio eleitoral ocorre quando chefes ou superiores hierárquicos pressionam o trabalhador a votar, ou a deixar de votar, em determinado candidato. Demitir um funcionário por causa de sua opção política também é considerado assédio. Se ficar comprovado que a dispensa teve esse motivo, a empresa pode ser obrigada a readmitir o empregado e a pagar indenização por danos morais.

Quem sofrer ou presenciar esse tipo de situação no trabalho pode denunciar pelos canais do MTE ou do Ministério Público do Trabalho (MPT). As denúncias são mantidas em sigilo e encaminhadas aos órgãos competentes.

Fonte: Agência Brasil