Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A Unesco incluiu o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, a Sociedade Protetora dos Desvalidos, em Salvador, e a Serra da Barriga, em Alagoas, na Rede de Lugares de História e Memória Relacionados à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas Escravizadas. A informação foi publicada pela Agência Brasil nesta quinta-feira (29).
A candidatura dos três locais foi apresentada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que coordena no Brasil a indicação de candidaturas nacionais à Unesco. Em nota, o Itamaraty afirmou que a inclusão contribui para preservar e transmitir a memória da escravidão e para reconhecer a resistência histórica da população negra.
O Cais do Valongo, na região portuária do Rio, guarda vestígios de um dos principais pontos de desembarque de africanos escravizados nas Américas. Desde 2017, o local também faz parte da Lista do Patrimônio Mundial da Unesco.
A Sociedade Protetora dos Desvalidos, fundada em 1832 em Salvador por Manoel Victor Serra e outros homens negros livres, é considerada a primeira instituição civil negra do Brasil em funcionamento contínuo. Já a Serra da Barriga, em União dos Palmares (AL), abriga o Parque Memorial Quilombo dos Palmares e pertence à União desde 1988.
Criada em 2024 dentro do programa Rotas dos Escravizados: Resistência, Liberdade e Patrimônio, a rede busca preservar esses lugares e conectar sítios de diferentes países, com intercâmbio de experiências, cooperação internacional e iniciativas de educação e pesquisa, segundo a representante da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto.
Antes dos três novos sítios, o Brasil já tinha na rede o Museu da Inconfidência, em Minas Gerais, e os museus Casa da Hera e da República, ambos no Rio de Janeiro.
Fonte: Agência Brasil