
Embarcações encalhadas durante a vazante no Amazonas. Foto: Sara Rangel
O Governo do Amazonas decretou situação de emergência em saúde pública por 180 dias em razão dos impactos da estiagem severa que atinge o estado. O decreto foi publicado no Diário Oficial na segunda-feira (26) e leva em conta as dificuldades de acesso às comunidades ribeirinhas, o transporte de materiais médicos e o risco de interrupção dos atendimentos de saúde.
De acordo com levantamento preliminar da Defesa Civil estadual, citado no próprio decreto, 562 comunidades estão isoladas por causa da seca dos rios.
O isolamento dificulta o deslocamento dos moradores e a remoção de pacientes, além de ameaçar o abastecimento de medicamentos, insumos hospitalares e oxigênio medicinal nas localidades afetadas.
O documento registra acidentes fluviais nos municípios de Itamarati, Eirunepé e Borba, com perda ou comprometimento de cargas destinadas à área da saúde. O texto cita ainda 19 processos administrativos com pedidos de medicamentos, equipamentos, insumos e apoio logístico feitos por prefeituras do interior.
A medida também considera os efeitos das queimadas e da fumaça sobre a saúde da população. Em outubro, Manaus registrou níveis graves de poluição do ar: em uma medição na noite de 8 de outubro, a concentração de partículas finas chegou a 200 microgramas por metro cúbico, segundo dados da Defesa Civil municipal.
A emergência vale por 180 dias a partir da publicação. O novo decreto revoga o Decreto nº 55.767, de 13 de outubro de 2026.
Fonte: ac24horas