SÓ A AMEAÇA DE TENTAR PEDIR O AFASTAMENTO DE MAGALHÃES LEVA MILHARES DE PESSOAS PARA FRENTE DA CÂMARA EM APOIO AO PREFEITO. 

Milhares de pessoas compareceram à frete da Câmara Municipal de Coari, para protestar contra a tentativa do advogado Ernesto Costa de pedir o afastamento do prefeito Raimundo Magalhães.

O advogado deu entrada nesta terça-feira no documento pedindo à Câmara a “abertura de processo de perda de mandato do prefeito de Coari”. 

O documento foi lido no expediente do dia, para em seguida ser apreciado.  Após leitura os vereadores votaram pelo indeferimento do pedido, por não encontrar acolhimento no regimento interno da Câmara Municipal.

SESSÃO TERMINA NO ESCURO

No momento da leitura do expediente, em que o documento do advogado estava sendo lido a energia foi embora, porque alguém jogou uma corrente no transformador.  Como havia luz auxiliar no plenário,  a sessão continuou até que todo o expediente fosse votado. Como nenhum vereador havia sido inscrito para falar o presidente encerrou a sessão.

TUMULTO FORA DA CÂMARA

No momento em que jogaram a corrente no transformador, houve um princípio de tumulto, que foi contido pela polícia.

VEREADORES EXPLICAM O MOTIVO DE NÃO HAVEREM ACATADO O PEDIDO

Para o Presidente da Câmara Municipal de Coari vereador Iliseu Monteiro (Bat) os vereadores usaram de bom senso não acatando o documento apresentado. "A cidade não já passou por momentos difíceis e não precisa de mais instabilidade política"  -  afirmou. O vereador Clodair lamentou o ato de vandalismos que interrompeu a energia na Câmara e lembrou que "as pessoas deveriam comparecer à Câmara Municipal não apenas quando assuntos polêmicos estão em pauta,  mas nos expedientes normais para acompanhar o trabalho dos vereadores". O vereador Adnamar Maciel afirmou que o documento não foi acatado porque não havia legalidade dentro do regimento Interno e da Lei Orgânica: "Segundo o Art. 64 do regimento interno seria necessário um terço de assinatura dos vereadores e no caso não havia".  O vereador Márcio Almeida afirmou
que é momento de união: "precisamos nos unir para o desenvolvimento do município, esse tipo de pedido só traz instabilidade para Coari". O vereador Jerbesson Alves afirmou que o pedido era totalmente sem nexo e não encontrava fundamento nas leis municipais.  O vereador Merelo afirmou que "o município já enfrentou muitos problemas por causa de brigas políticas,  hoje Coari precisa de paz.  O vereador Branco afirmou que as informações constantes no documento do advogado eram inverídicas:  " Ele afirma que entrou 40 milhões nos dois meses o que não é verdade,  e também não é verdade que os salários estão atrasados desde dezembro".