A definição para a palavra fuxico traz alguns sinônimos que chamam atenção, dentre eles alguns que passo a citar agora: fofoca, intriga, cilada, cizânia, conjura, encrenca, falatório, futrica, maquinação, mexerico, nó, trama, tramoia, urdidura, dentre tantas outras palavras que servem para ilustrar bem o momento político em torno dos factoides criados para tentar desestabilizar a governabilidade no município de Coari. Os mais vis enredos da composição de uma cena que tem como principal objetivo a busca pelo poder, do poder pelo poder, da ambição pelo poder. Sem levar em conta a verdade dos fatos, somente com a mais pura intenção de denegrir, amplificar mentiras ditas tempos atrás sem que as mesmas pudessem encontrar eco na sociedade coariense, como nunca encontraram e não vão encontrar porque nunca de fato foram reais, mais factoides, como já disse.

É fácil detectar isto, e cada vez fica mais evidente o fato de que o que está por trás disto tudo é a busca pelo poder, quando aliados de primeira ordem de políticos locais, e inclusive parentes de primeiro grau de políticos locais, estão liderando falsas manifestações como se fosse o eco do grito popular, quando na verdade são gritos desesperados de uma elite que está fora do poder e quer obtê-lo a qualquer custo para poder usufruir do que é público para fins cada vez mais obscuros.

Fica deplorável contemplar o quanto tão baixo o ser humano desce, e de como é capaz de usar as armas cada vez mais ignominiáveis, sabendo que ao usar estas armas baixas e inescrupulosas está atingido a família, a personalidade, a vida particular do adversário político. Tudo pelo poder. Lamentavelmente. E é mais lamentável ainda quando temas tão nobres são utilizados apenas como fins políticos por pessoas que têm uma história não tão virtuosa assim.

O que está acontecendo com os rumos da política coariense é exatamente isto. Não está se tratando de uma luta legal pelo poder, mais de um baixaria triste e desumana injustificável, fato que só pode ser do maior repúdio da sociedade coariense. Temas que já foram explorados exaustivamente e que foram repudiados pela população voltam a ser usados como cavalos de batalhas, em uma guerra injusta e injustificada, quando nos pelotões de frente estão aqueles que apenas querem o poder sem ter o devido preparo para tal e sem ter obtido a chancela popular.

O povo de Coari fez uma escolha, validada pela democracia. Uma decisão tomada após discutir todos os temas possíveis e fatos conhecidos e decidiu o seu destino de forma ordeira e democrática. A grande maioria, e quando escrevo grande reafirmo a diferença de votos. Quando Coari elegeu Adail Pinheiro para prefeito, o fez quando ele estava fora do poder, na oposição e sem vantagens para concorrer ao pleito a não ser o trabalho executado em favor do município e que ficou registrado na memória do povo. Factoides, tramoias, planos maquiavélicos não foram suficientes para apagar do entendimento do povo coariense a decisão que queria fazer. Quando vejo a história se repetir entendo que algumas pessoas não conseguem respeitar a vontade popular. Quem me garante que elas iriam respeitar o direito do povo? O povo é sábio e sabe muito bem separar o joio do trigo. E como sabe...