Pela primeira vez, após sofrer um atentado a bala no dia 05 de agosto do ano passado, o prefeito de Coari Arnaldo Mitouso se viu frente a frente com os acusados, segundo investigações da Delegacia Geral de Polícia Civil do Amazonas, de terem tentado matá-lo. O clima foi de tensão e constrangimento, hoje, pela manhã, na 1 Vara do Tribunal do Juri, no Fórum Henoch Reis, onde a juíza Mirza Telma iria ouvir os réus e a vítima.
Os depoimentos acabaram sendo adiados, segundo informações da direção do Fórum, por motivo de impedimento da juíza que teve que se deslocar com urgência para uma comarca do interior. Mas, ficou definido, com os advogados das partes, que os depoimentos ocorrerão já nesse mês de julho.
Os acusados José Francisco Mendonça Pereira, na época segurança de Mitouso há dois anos e Francisco de Almeida, que já tinha trabalhado na segurança do prefeito, e o então secretário adjunto de Obras, Francisco Alberto Pachola Lima, apontado pela polícia como mandante da tentativa de assassinato, estavam no Fórum. "Eu só quero que isso acabe o mais rápido possível. Que se comprove a responsabilidade dos envolvidos e a Justiça seja feita. Por isso é que larguei tudo em Coari, em pleno período de convenções partidárias, e vim para Manaus, porque quero que isso chegue ao fim. Ninguém sabe o que é conviver desde a infância com certas pessoas, famílias que são amigas, moram próximas, e depois ouvir da polícia que essas pessoas tentaram te matar. Isso é terrível", comentou Mitouso.