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Não era para menos. A forma como as coisas vem acontecendo no município de Coari não poderiam ficar sem uma repercussão no Estado do Amazonas. Não era pra ficar sem chocar as mentes de quem acredita no poder da democracia, do Estado Democrático de Direito, do valor da cidadania. Hoje, uma editorial de peso, do Jornal Acritica, meteu o dedo na ferida do descaso para com a terra do petróleo e do gás, mostrando que já está na hora das autoridades maiores deste maravilhoso Estado tomarem alguma providência, para que em meio as emoções das eleições municipais Coari não vire uma praça de guerra e os coarienses tenham que carregar a vergonha, como uma repugnante marca registrada das consequências da ambição daqueles que apenas querem usufruir do lucro da convivência com o poder, sem pensar no povo desta terra... Que é a sua principal riqueza.

Os pontos chaves do texto do editorial mostram que "está mais do que na hora do Estado buscar no município de Coari uma elite política livre da degradação ou, se não encontrar, optar rapidamente por algum tipo de intervenção".

A atitude do filho do Prefeito de Coari, em agir tentando fazer justiça com as próprias mãos não passou despercebido, e na verdade serviu mesmo foi para acordar muita gente para perceber aquilo que os coarienses já estão reclamando faz um bom tempo: Coari vive a lei do mais forte, onde as coisas se resolvem na base da bala. 

No texto, o editorial do Jornal diz que: "Neste cenário é recomendável que o governo do Estado, nas estreitas possibilidades concedidas pela legislação, faça uma intervenção na administração para recolocá-la no rumo do bem comum ou comande um esforço multi-institucional para levar ordem à casa coariense. Neste esforço, poder-se-ia incluir a transferência, até o fim do processo eleitoral, de forças de segurança em número e qualidade suficiente para brecar o bang-bang. Também será necessário que a justiça participe deste esforço e atue de forma celere para punir aqueles grupos que se desviem das boas práticas democráticas. Se rapidamente não se fizer nada, a praça de guerra vai se instalar no município" - conclui.