Zé Mané anda meio em dúvida com os fatos que vêm acontecendo na cidade de Coari nos últimos dias. A curiosidade de saber a verdade anda moendo-lhe os miolos. Em um daqueles dias afortunados, quase por volta de meio dia, Zé dar de cara com seu comparede de longa data, o Dr. Direito, um amigo estudado, boa finta e que sabe explicar direitinho as coisas. Em fim havia chegado o momento de Zé tirar suas dúvidas de vez.

ZÉ MANÉ - “Cumpadi, discurpe minha ignorança“... É que eu nunca tive a “ferlicidade de sentá“ num banco de escola, e tenho ouvido “pras bandas de cá“ da minha comunidade que a justiça do Estado mandou fazer na Prefeitura de Coari uma “tar de busca e amprensão. “.. Eu aqui nas minhas “burridades“, fiquei com uma coceira na cabeça “pra intender“ o que é isso, “afinar de conta“.


DR. DIREITO - Compadre me deixa lhe explicar em poucas palavras. O vocábulo 'busca" indica o ato ou o efeito de procurar algo que se pretende encontrar. A palavra "apreensão" designa o ato ou o efeito de segurar, agarrar, pegar, prender, apropriar judicialmente de alguma coisa ou pessoa. A "busca e apreensão" pode ser inicialmente conceituada como uma providência jurídica de procura de coisas ou pessoas a serem apropriadas em virtude de ordem emanada de algum órgão jurisdicional.

ZÉ MANÉ – "Qué dizer que se eu não querer entregar" algo que justiça "tá pedino", o doutor juiz pode mandar pegar a força ?

DR. DIREITO - Sim, senhor pode sim.

ZÉ MANÉ – E estes "dotor que tão lá" pela prefeitura de Coari ganhando um dinheirão num sabe disso?

DR. DIREITO - Sabem sim, e deveriam ter entregado quando a justiça pediu. Então não teria dado este problemão com o nome de Coari na mídia mais uma vez.

ZÉ MANÉ – E "pusquê num intregaram logo"?

DR. DIREITO - Não faço a menor idéia...

ZÉ MANÉ – Depois dizem que sou eu que sou burro - concluiu.