De todos os prefeitos que já passaram pelo palácio 2 de agosto na cidade de Coari na história recente do município, desde que se tem conhecimento, nunca na história do município um prefeito teve a coragem de nomear no cargo de "tesoureiro" do município o próprio irmão. E nisto, Arnaldo inovou. Pela primeira vez na história do município isto aconteceu e foi de começo um cartão de visitas de como seria tratado o que é público em Coari.

Na verdade, a função de Secretário de Finanças equivale ao que antigamente era chamado de tesoureiro. O que chama a atenção aqui (e não estou considerando o mérito ou não da pessoa em questão, nem mesmo a legalidade do ato)é a "coragem" de Arnaldo de romper com um paradigma, de certa forma um tabu que é exatamente não permitir que os cidadão entendam que a proximidade do governante com o homem que tem a chave do cofre seja tão íntima, tão cúmplice, o quanto é a relação entre dois irmãos.

De qualquer forma, qualquer prefeito que vier de agora em diante em Coari, poderá tomar a mesma decisão, uma vez que o "pioneirismo" de Arnaldo abriu a porteira para atitudes deste tipo. Se o bom senso prevalecer na cabeça de futuros prefeitos, certamente não tomarão tal atitude, e eles possam perceber que o que é privado é privado e o que é público não pode ser confundido com um negócio de família.


DANIEL MACIEL
BLOG COARI EM DESTAQUE