O prefeito de Coari, Arnaldo Mitouso, acusado de matar a tiros o médico Odair Carlos Geraldo, em agosto de 1995, será julgado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas. De acordo com despacho da desembargadora Encarnação das Graças Sampaio Salgado, os outros seis réus que não possuem foro por prerrogativa de função devem ser julgados pelo Tribunal do Júri, na Comarca de Coari.

Além de Mitouso, figuram como réus no processo que se arrasta há cerca de 15 anos, Francisco Almeida Monteiro, José Clemilton Moraes da Silveira, José Gebert Vieira de Souza, João Moraes da Silveira e Haroldo Bruno Campos dos Santos, que serão levados s Júri Popular.

Mitouso já foi preso

Arnaldo Mitouso, acusado do homicídio, em 1995, chegou a ser preso por policiais da 12ª Delegacia Regional de Polícia Civil. A prisão ocorreu por determinação do juiz Hugo Fernandes Levy, que na época substituiu a juíza Careen Aguiar, da 1ª Vara da Comarca de Coari.

Um fato estranho ocorreu com a eleição de Arnaldo Mitouso ano passado. Ele nomeou testemunhas do assassinato de Odair Geraldo, em 1995, para o primeiro escalão da administração municipal. O secretário do Meio-Ambiente, Romão Almeida, foi um dos beneficiados com a bondade do prefeito. Romão teria sido autor de um disparo que atingiu Mitouso. Na época ele era segurança do médico assassinado. Outro é Aldir Martins, secretário de Esportes, e Circe Maria Silva, secretária-adjunta da Ação Social.


Decisão Monocrática

<...> Ao exposto, determino o desmembramento do feito com relação aos demais réus que não possuem foro por prerrogativa, devendo os mesmos ser julgados pelo Tribunal do Júri da Comarca de, qual seja, a 1ª Vara de Coari/AM.

O Blog Coari em Destaque entrou em contato com um dos réus que segundo a notícia pela decisão da desembargadora será julgado em Coari e ele afirmou que não há pendências jurídicas relacionadas ao assunto, tendo sido absolvido. Um outro nome é de uma pessoa já falecida, que nem deveria mais constar no processo, tratasse de João Silveira que já faleceu à quatro anos. Sobre os outros nomes, não foi possível entrar em contato, mas a decisão monocrática da desembargadora Encarnação das Graças Sampaio Salgado é uma realidade.

Outro detalhe interessante foi o fato do Secretário Adjunto de Terras ter ido à Rádio Cidade hoje e afirmado que também é testemunha do caso. Soma-se aí mais uma testemunha que compõe o primeiro escalão do governo municipal. O professor Natinho, disse que é testemunha e que seu depoimento será fundamental para inocentar o seu chefe hieráquico.