Uma das propostas do governo Arnaldo Mitouso era exercer um governo transparente, mas como outras propostas que cairam ao chão, a tão desejada transparência ficou apenas no desejo dos eleitores que acreditaram e estão extremamente decepcionados. Mais uma vez, na prática o discurso é outro. Foi o que ficou provado na sessão da Câmara Municipal de Coari ontem (11).

Mediante a denúncia de mais de uma dezena de catraeiros que afirmaram estarem com pagamentos atrasados a dois e até a três meses, o vereador Emídio Neto (PP) requereu a aprovação da convocação da Secretária de Educação para prestar esclarecimento sobre o assunto, uma vez que a empresa JONILTON F. AMORIM - ME ganhou uma licitação e um contrato com a Prefeitura de Coari no valor de R$ 9 milhões de reais para o transporte escolar na Zona Rural.

A TROPA DE CHOQUE

Foi neste momento que entrou em ação a tropa de choque do Prefeito Arnaldo Mitouso na Câmara Municipal de Coari. Liderados pelo vereador Adnamar Maciel, os vereadores Clemilton Silveira, Miguel Corrêa e Dr. Natanael cumpriram a missão de vetar a convocação e votaram contra a vinda da Secretária de Educação para prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Legislativo. A convocação de secretários municipais e até mesmo do prefeito é prevista pela Lei Orgânica e pelo Regimento Interno da Câmara Municipal e faz parte da dinâmica da gestão municipal. Mesmo assim, os vereadores vetaram. Se há alguma coisa a esconder sobre esta licitação e a origem do pagamento do transporte escolar vai permanecer uma incógnita.

Os veredores Emído Neto, Márcio Oliveira e Vicente do Zito prometem não abrir mão de investigar o caso. Pretendem criar um comissão especial para investigar o descaso com o pagamento do Transporte Escolar e esclarecer tudo. Se houver algum tipo de irregularidade, os vereadores pretender encaminhar o assunto ao ministério público. O grande problema é que para abrir uma comissão especial de investigação é preciso contar com 1/3 dos vereadores o que está inviabilizando a tentativa de transparência uma vez que a blindagem ao chefe do executivo é acionada toda vez que é preciso investigar os atos do prefeito de Coari.