Já não é de hoje que se houve em Coari a reclamação geral em torno da discrepância entre o que entra mensalmente em Coari e a má gestão destes recursos que tem resultado em atraso de pagamento do funcionalismo, fornecedores e paralisação de programas sociais e outras ações do cotidiano do município. Estas dificuldades que os coarienses enfrentam já não são aceitáveis em municípios de menor renda, muito menos podem ser aceitas em um município rico como o é Coari.

Já não é de hoje também, que está sendo ventilado que o prefeito de Coari está pleiteando um empréstimo junto às agências bancárias. Uns falam em 45 milhões, outros em 80 milhões, fato é que há uma especulação em torno do empréstimo mas a prefeitura ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto. Sejam quais forem os valores, fato é que , um empréstimo em um destes dois valores só vai representar um endividamento a longo prazo que irá atrasar o município.

Justificaria um empréstimo desta natureza, caso o município não obtivesse uma arrecadação milionária como o é o caso de Coari. Estamos falando de uma média de 14 milhões mensais e da segunda maior arrecadação do Estado do Amazonas. Se com o valor atual as denúncias de licitações direcionadas, enriquecimento ilícito e má gestão de recursos público dá margem a todo tipo de suspeita é possível imaginar um aporte financeiro como os valores que estão sendo pensados para o empréstimo. 


O resultado disto será o endividamento a longo prazo do município de Coari e o custo benefício pode ser totalmente insipiente. No final da história, o governo de Arnaldo Mitouso terá passado nos exíguos três anos e o TSE permitir, e o endividamento permanecerá. Os coarienses pagarão o pato desta falta de administração.

É evidente que as instituições, sociedade organizada e os cidadãos devem tomar conhecimento deste fato, para que seja discutido com a coletividade. Se fosse o prefeito que devesse pagar a conta, tudo bem, que este fizesse o empréstimo... Mas como são os munícipes, é necessário que haja um posicionamento coletivo e que o Poder Legislativo não cometa o erro de autorizar um empréstimo desta natureza. Coari não é um município que deve andar de pires nas mãos, Coari é um município que deveria estar prezando por investimentos e ações de desenvolvimento.