Ontem foi publicado aqui o caso do valor do aluguél do prédio da Procuradoria do Município, publicado no Diário Oficial, cujo aluguel custará a bagatela mensal de 9 mil reais a Prefeitura de Coari. Há denúncias também de prédios que estariam em reforma e cujo aluguel já estaria sendo pago, mesmo sem o prédio está sendo utilizado, sem funcionar secretaria alguma. Um prédio que é citado como o exemplo é o que fica localizado na Rua 05 de setembro, no centro da cidade, que já está pintado com as cores padrão da prefeitura e cuja construção está em fase de conclusão. Mesmo sem estar funcionando nenhum setor público no local, há denúncias de que o aluguel do prédio já estaria sendo pago. As denúncias precisam ser apuradas.

DIFERENÇA GRITANTE DE PREÇOS

A diferença é tão gritante que a própria prefeitura de Coari alugou o outro prédio onde está funcionando o prédio do CREAS na Gonçalves Lêdo, o antigo CEBASP, este sim por uma valor infinitamente menor, dentro da realidade do município. O aluguel do prédio do antigo CEBASP custará aos cofres públicos R$ 2 mil reais, ao passo que o da procuradoria custará R$ 9 mil reais. A diferença de preço neste caso não residiria em questões técnicas, mas no direcionamento político dos aluguéis, desrespeitando totalmente a lei que preconiza o menor preço como critério para decisão de aquisição de bem ou serviço para o setor público.

Se comparar a gestão anterior os preços dos aluguéis inflacionaram, alguns ficaram em até 5 vezes mais caros. Falta dinheiro para pagar o décimo dos funcionários, mas sobra dinheiro para altos aluguéis e para investir em bens particulares.

PAGANDO DUAS VEZES

O prédio da Secretaria da Mulher, que ficou conhecido na denúncia realizada pelo Deputado Sabino Castelo Branco cujo empenho na reforma foi avaliado pelo valor de 500 mil reais foi alugado pelo valor anual de 36 mil reais, ou seja, além da reforma a prefeitura ainda pagará 3 mil reais de aluguel pelo prédio. A prefeitura nega o valor altíssimo da realização da reforma, mesmo assim, não deixa de ser desperdício de dinheiro público o valor de um aluguel que gira em torno de R$ 3 mil reais por um prédio que teve que ser todo reformado. Talvez se não fossem as denúncias os empenhos seriam pagos totalmente, se realmente não o foram.

A reforma se justificaria em um prédio que pertence ao poder público e não em prédio particular, assim o desperdício do dinheiro público é maior, a prefeitura aluga e ainda paga a reforma para poder funcionar.

AS DEMAIS SECRETARIAS COMO EXEMPLO DE OSCILAÇÃO DE PREÇOS

O prédio para o funcionamento da Secretaria de Agricultura Custará aos cofres públicos 48 mil reais por ano, ou seja, 4 mil reais mensais. Já o prédio onde funciona a Secretaria de Cultura o aluguel custará 78 mil reais por ano, ou seja, 6.500 reais por mês. O valor do aluguel do imóvel para a Secretaria de Esporte é de 48 mil reais anual, ou seja, 4 mil reais o aluguel mensal. Estes são alguns casos e exemplos como as diferenças de preço oscilam.

Sem contar que a dispensa de licitação tira a oportunidade de pessoas que não sejam aliados políticos participarem. Em muitos casos, alguns dos prédios alugados por valores altíssimos e com dispensa de licitação pertencem a parentes de pessoas ligadas ao primeiro escalão da Prefeitura de Coari.