Vereador Argemiro Brasil:
assumiu a presidência da Câmara em um dos momentos
mais delicados da política coariense, onde o poder legislativo passa a ser foco das atenções.
Esta semana a Câmara Municipal de Coari voltou a ser foco das atenções dos coarienses. Nas duas sessões que aconteceram centenas de pessoas compareceram à frente do prédio para tentar de alguma forma acompanhar o que acontecia no interior do prédio. Deu tanta gente, que foi necessário a polícia militar interditar a área com a ajuda do DETRAC (Departamento de Trânsito de Coari).
A expectativa era que fosse dado entrada em um requerimento para a abertura de uma Comissão de Investigação da Câmara, que trabalharia para desvendar se havia ou não irregularidades em torno das denúncias de empenhos altíssimos e de licitações direcionadas pelo chefe do executivo municipal, prefeito Arnaldo Mitouso. O autor do pedido seria do vereador Vicente do Zito, que gerou a expectativa em torno do pedido da criação da comissão. Vicente não deu entrada, preferiu primeiro obter informações.
REQUERIMENTOS
Foram vários os requerimentos que tanto Vicente do Zito, quanto o vereador Emídio Neto deram entrada durante os dois dias, pedindo informações desde os critérios da pintura do telhado do Auditório Municipal que seria suficiente para construir outro auditório (segundo Vicente do Zito em seu requerimento) até o detalhamento das licitações da empresa que ganhou os aluguéis de máquinas pesadas pela bagatela de quase 15 milhões de reais. Os requerimentos aprovados por todos, vão chegar as mãos do chefe do executivo que tem 15 dias para responder.
OPOSIÇÃO OU SITUAÇÃO?
Fotos publicadas em informativo da prefeitura de Coari, comportamento no plenário e manifestação ou a falta dela em público vai formando a opiniãos dos coarienses sobre o comportamento político dos vereadores. Afinal de contas, há ou não um apoio a base aliada de Arnaldo? Quantos seriam os vereadores de oposição e de situação? Quantos estariam em cima do muro na questão política local? São indagações que vão tomando de conta das rodas de conversa, dos diálogos nas famílias.
Em uma foto publicada no folhetim o Progresso três vereadores participaram da inauguração polêmica do "tapa-buraco" do contorno. Caminham juntos com Arnaldo na foto: Miguel, Clemilton e Anacleto Fernandes. De Brasília, Arnaldo através de telefonema agradeceu na rádio 7 vereadores, deixando de fora três. Mas uma coisa chamou a atenção na última terça-feira. Na hora de votar o requerimento de Emídio, onde a Câmara Municipal de Coari cancelaria a mudança no nome do Centro Comunitário Maria Olinda para Professora Irene após uma reforma o posicionamento dos vereadores ficou assim: votaram com Emídio os vereadores Marcio Oliveira, Miguel Corrêa e Vicente do Zito. Votaram contra o pedido: Iran Medeiros, Adanamar Maciel e Anacleto Fernades. Como a votação ficou 4 a 1 o requerimento foi aprovado e o mudança de nome ficou desautorisada até o prefeito enviar mensagem pedindo a aprovação da Câmara para a mudança do nome do prédio público. Clemilton pediu licença médica por 3 dias e não participou das sessões desta semana e Dr. Natanael estava viajando.
O POSICIONAMENTO DO PRESIDENTE
O presidente da casa, vereador Argemiro Brasil reafirma que a câmara tem aprovado todos os requerimentos que pedem a fiscalização do poder executivo, e que o posicionamento oficial da casa é votar o que for para benefício da população. Argemiro, como presidente, não vota nas sessões normais. É dele o voto de minerva que desempataria quando houvesse uma situação que exigisse. O poder legislativo em Coari controla um orçamento anual que chega a comparar-se com muitos pequenos municípios do interior do Estado do Amazonas. A população cada vez mais comenta o posicionamento dos vereadores, apesar das eleições municipais ainda estarem muito distantes.