Charge do Jornal Diário do Amazonas

A declaração de Alfredo Nascimento à imprensa dizendo que se não for candidato do Planalto ao governo do Estado do Amazonas está fora da disputa, mostra que o ministro está disposto a ir para o tudo ou nada: “A minha candidatura é da vontade do presidente Lula e ele acha isso porque participei, tive influência direta em todos os benefícios que foram para o Estado do Amazonas ao longo de todos esses anos”, lembrou.

Com isto, Alfredo praticamente atropela o governador Eduardo Braga, como um possível articulador político do presidente Lula no Amazonas. À medida que o tempo vai passando, e o período eleitoral ficando cada vez mais próximo: "Em eleição, as negociações de apoios não se impõem e quem vai dizer se no Amazonas haverá ou não um ou mais candidatos para apoiar a candidata Dilma Rousseff é o presidente Lula" - afirmou o ministro.

Alfredo parece esquecer que os principais nomes da política no Estado estão acostumados a fazer manobras de última hora, e derrepente este radicalismo com relação ao palanque único pode lhe render dores de cabeça maiores que ele imagina. Verdade é que Omar Aziz não desistiu, que Amazonino Mendes pode esperar os 45 do segundo tempo para definir posição e que Eduardo Braga pode tentar provar ao ministro quem é que manda na política do Amazonas.