Após o atentado à Rádio Nova Coari FM, os moradores da cidade de Coari além de ficarem em estado de suspense e com a sensação de insegurança não sabem a quem recorrer. Os últimos acontecimentos na terra do Petróleo e do Gás Natural marcam um histórico de violência, mortes e ameaças. O porte de arma parece não está sendo fiscalizado, pois são várias as denúncias de pessoas andando armadas e expondo as armas publicamente como sinal de poder.

HISTÓRICO

No mês de outubro, 05 elementos armados entraram na casa do ex-vice prefeito de Coari Leondino Menezes, no Bairro Naíde Lins, renderam o vigia e após amarrá-lo saquearam a casa. Por pura sorte, o ex vice-prefeito e sua família não encotravam-se em casa. Após este incidente, outros homens armados entraram em casa de vereadores e de comerciantes, mas a polícia não conseguiu chegar a nenhum suspeito e o caso ficou sem explicação. Recentemente, o índice de assassinato está aumentando em Coari, assim como os de pequeno furtos. No dia do incidente da Rádio FM, um sítio foi assaltado na Estrada Coari-Itapéua, os bandidos levaram de bombas de sucção à antena parabéolica.

POR VIAS DAS DÚVIDAS

Enquanto não ficam esclarecidos os fatos sobre o incêndio, políticos e empresários reforçam a segurança de suas casas e apelam para a segurança particular. Eu mesmo, por escrever neste blog, sempre que há um post mais contudente, tenho recebido constantes ameaças, inclusive de morte. O caminho é buscar proteção e evitar estar se expondo. Com o atentado à rádio, independente de qual tenha sido a motivação, fica bem claro que há um recado. Apesar da violência, é impossível abrir mão de um direito constitucional, o da livre expressão. Cabe ao Estado garantir a liberdade, ou então a Constituição da República estará sendo rasgada.