Ontem, o Blog ficou sem atualização até hoje pela manhã, por ter sido necessário fazer uma visitia à Zona Rural do Município de Coari. O destino era a comunidade Manguerão, no Rio Copeá. Eu e mais duas pessoas, saímos às 16:00h à bordo de um deslizador 40 e chegamos na comunidade às 18:30h. Muita chuva no caminho, e uma leve garoa que nos acompanhou até chegarmos lá.

O Rio Copeá é uma das regiões mais farta de Coari, e há grande número de famílias aglutinadas em várias comunidades que sobrevivem da pesca, da agricultura e do extrativismo. É comum ver núcleos de famílias bem organizados (as comunidades), e algumas usurfruindo de certo conforto como energia elétrica, antenas parabólicas e outros eletro-eletrônicos da vida moderna.


Tive a oportunidade de conversar com alguns comunitários. A reclamação maior está em torno da circulação de dinheiro que caiu. Alguns sentem falta dos programas de distribuição de renda e de inclusão social que foram cancelados. A queda de circulação de divisas atingiu em cheio também o homem rural, uma vez que a economia de uma sociedade é algo dinâmico e quando há bastante dinheiro circulando por conta do consumo das famílias há circulação de divisas. Um comunitário me informou que muitos donos de recreio não conseguem arrecadar dinheiro suficiente com a venda de passagens para pagar o combustível da viagem. Perguntei o motivo, ele disse: "Muitas pessoas perderam o que ganhavam, ou por demissão ou porque o programa social foi paralisado".


Retornei à bordo de um barco. Chegamos de volta à acolhedora cidade de Coari às três da manhã. O objetivo da viagem não foi fazer entrevista sobre os aspectos econômicos e políticos da zona rural, mas através desta breve conversa foi possível sentir um pouco o drama que muitas pessoas estão passando.