As tradicionais barracas dos marreteiros montadas em frente a catedral.
Movimento pequeno está sendo desanimador.

Os “marreteiros” que vieram para os Festejos do Arraial de São Sebastião estão enfrentando o marasmo total da falta de dinheiro em Coari. Estes vendedores tradicionais que montam suas barracas no período das festas religiosas dos padroeiros das cidades amazônicas esperam com isto lucrar com a peregrinação dos fieis. Muitos dos devotos que vêm para pagar as promessas e participar dos festejos gastam com as novidades que os “marreteiros” trazem para vender.

Ocorre que a situação econômica do município de Coari está impiedosa. Demissões, desativação de muitos programas sociais de distribuição direta de renda, décimo que não foi pago, e uma série de outros problemas de ordem econômica são um verdadeiro desafio a fé de quem tentou aventurar na terra do Petróleo e do Gás Natural. Muitos dos marreteiros estão à espera de um milagre, na porta das tendas armadas para expor a mercadoria.

Se para os comerciantes locais a reclamação já era grande, o coro foi engrossado com a presença dos comerciantes ambulantes. O costume da “queima” de preços para poder seguir viajem faz com que muitos, nos últimos dias, façam compra nos ambulantes que por aqui passam e não deixam um tostão furado de imposto. O dinheiro que poderia ser gasto no comércio local vai para os marreteiros, ampliando a recessão do comércio local que igualmente esperam algo sobrenatural para mudar o quadro econômico local.