As medidas adotadas no Hospital Regional de Coari são dignas de serem chamadas ditatoriais, e porque podem ser denominadas assim? Pela forma delatora em que ela foi construída. Sim, uma pessoa sob os cuidados da direção do hospital apontava que deveria ir para uma das duas listas que foi baixada: a lista dos demitidos e a lista dos transferidos. Quem era contrato era demitido e quem era concursado era transferido. Os critérios profissionais dos afastados não era levado em conta, apenas a delação, pura e ditadora delação...

Há um caso de uma Especialista em Administração Hospitalar que foi transferida para o Aterro Sanitário e de uma enfermeira que foi demitida e para voltar ao trabalho tinha que cumprir algumas determinações: romper relação com pessoas de outro grupo político e sair do apartamento onde estava hospedada por pertencer a uma pessoa que era fornecedor e ligado ao grupo político anterior. Um caso intrigante foi da Assistente Social Mayara Sabrina que foi demitida e mesmo estando demitida foi transferida para o Bairro do Pêra.


O pior dos absurdos mesmo pode ser a proibição mais vergonhosa de todas que dizem estar acontecendo: a de comparecer ao Toc-Toc sob a ameaça de demissão.


Pra quem não lembra, o Toc-Toc que funcionava na Praça do Naíde Lins e que era comandado por uma pessoa pertencente ao grupo político anterior foi alvo de uma mudança radical. O cantor, administrador e responsável pelo local teve que buscar outro ambiente para continuar atendendo seus clientes, pois trabalhara contra o atual prefeito e portanto não havia lugar para ele.


Observação: O antigo Toc-Toc teve uma queda considerável de clientela, enquanto isto, mesmo tendo mudado de ambiente por obra da perseguição política o Toc-Toc do Udinilson continua um sucesso de público. Com certeza o ambiente deve ser melhor para o público freqüentar em um maior número. Mas agora, não satisfeito com a mudança, os funcionários da saúde estariam sendo proibidos de freqüentar o local...