Recursos Federais e Estaduais que entraram em
novembro e até o dia 30 de Dezembro
FONTE: SEFAZ E BANCO DO BRASIL

Meus amigos, o ano termina, sem pagamento de décimo terceiro, sem grandes obras, sem pagamento de programas sociais, de forma lacônica e triste. Falta de dinheiro para efetuar os pagamentos não foi. Somente em novembro e dezembro o novo prefeito de Coari movimentou mais de 31 milhões, sem contar os milhões referentes ao dias restantes de outubro após sua posse.

A informação é fácil de conferir, através dos sites da SEFAZ e BANCO DO BRASIL. São informações de acesso público, que garantem a transparência do que entra, mas não informam no que foi gasto. Para sabermos no que foi gasto, somente se a Prefeitura de Coari através de uma gestão transparente informasse aos cidadãos. Aqui no Blog posso informar o que não foi pago e o que entrou, mas em que foi gasto este dinheiro todo, infelizmente não é possível dizer.


Mesmo com todo este dinheiro, Coari encerra o ano com uma multidão de funcionários demitidos como uma primeira medida da nova gestão municipal de Coari. A redução da folha não garantiu o pagamento dos funcionários efetivos em dia e nem tão pouco o pagamento do décimo terceiro dos funcionários municipais de Coari. No entanto, os recursos entraram o suficiente para isto.

Os programas sociais municipais de distribuição de renda foram paralisados imediatamente, e mesmo com estes valores, em novembro e dezembro não houve pagamento do Programa Direito à Cidadania. Os administradores rurais foram exonerados também e pararam de receber estes dois meses. Assim seguiu o município de Coari com medidas de corte e com recursos suficientes entrando, inclusive porque os programas eram constante do orçamento previsto, mas foram cortados e ficou por isto mesmo.

Sob a alegação de que pagaria o décimo e o salário de novembro a Festa do Gás Natural não foi realizada e nem tão pouco houve o Natal das Crianças e os Autos de Natal. Eles não aconteceram e o décimo não foi pago e muitos funcionários não receberam o mês de Dezembro.

Fica a indagação, se com um montante deste não era possível pagar um direito líquido e certo do funcionalismo e pelo menos ter deixado a cidade mais alegre? Não teria dado tempo de fazer algo mais consistente por aqueles que mais precisam? Não cabe a mim responder esta pergunta. Cabe a quem se propôs sentar na cadeira do executivo e agir. Ao invés de ação estamos assistindo muitas desculpas e culpa em administradores que lhe antecedeu. Só que com 31 milhões não dá mais para culpar ninguém, e tem que ser muito, mas muito inteligente mesmo, para dar uma desculpa convincente. As desculpas que estão dando ultimamente não está colando mais, e não sou eu quem digo isto, é a voz popular, o povo, as pessoas.

Espero, sinceramente que algo seja feito de melhor para o município de Coari, e que o Ano Novo que se aproxima seja diferente. Que haja responsabilidade e compromisso com o povo.

Há que diga que o povo tem memória curta. Eu digo, que não dá para esquecer quem tira o pão da mesa e da boca dos filhos do cidadão. O povo, não esquece quem o faz sofrer, assim como não esquece quem fez o bem.