Recursos que entraram na prefeitura de Coari nos meses de Novembro e Dezembro, até a data de hoje.
Fonte: Sefaz e Banco do Brasil.

Sinceramente, falando sem paixão política alguma, não é possível entender como o prefeito de Coari Arnaldo Mitouso não efetuou o pagamento do décimo - terceiro dos funcionário públicos municipais de Coari se ele conta com todas as condições possíveis para fazer isto. Falo sem paixão mesmo, usando apenas o raciocínio, do ponto de vista lógico, diante de todas as medidas que ele tomou para reduzir a folha de pagamentos, funcionários que não pagou obras que não estão sendo realizadas. Como não cumprir com um direito do trabalhador coariense?

DINHEIRO SUFICIENTE

Em primeiro lugar, sem contar os quase vinte dias de outubro, se for contabilizar somente novembro e dezembro, até a data de hoje entraram de recursos federais e estaduais mais de 25 milhões. O que é possível fazer com vinte cinco milhões? Certamente para onde foi este dinheiro se nenhuma obra de relevância está sendo feita? Qual destino teria melhor se não o pagamento dos funcionários, fato que não está ocorrendo...

FOLHA DE PAGAMENTO REDUZIDA

Fica injustificável ainda, pelo fato do prefeito ao ter assumido o poder demitiu todos os funcionários comissionados e ainda mais, todos os contratados, o que significa uma redução significativa na folha de pagamento.

Qual teria sido o valor desta redução? Não houve transparência pela Secretaria de Administração e nem tão pouco pela Secretaria de Finança e até hoje não houve uma informação de quanto isto representou de economia para os cofres públicos. Mas se a redução estiver estimada em 40% da folha, e se o valor da folha tiver caído pelo menos para 3,5 milhões, aí é que justificaria ter realizado o pagamento em dias dos funcionários e ainda ser possível pagar o décimo - terceiro. Fato que não aconteceu. Se o dinheiro não está indo para a mesa dos que foram demitidos, deveria ir pelo menos para aqueles que permaneceram. Muitos ainda não receberam se quer novembro.

DIREITOS DESRESPEITADOS

Fica mais crítico o fato de que, quem elegeu o novo prefeito, o fez, pensando que ele iria respeitar o pagamento dos funcionários acima de tudo. Com 25 milhões e um pouco de vontade não haveria porque não fazer, a não ser se não houvesse vontade política, ou outros compromissos prioritários. Compromissos de interesse público não há, uma vez que não existem obras relevantes em andamento que representassem grandes gastos para os cofres públicos. Também, é de conhecimento público que o prefeito atual se nega pagar os débitos que ficaram da transição, um exemplo disto são os salários dos funcionários que não receberam em setembro e os cargos comissionados que trabalharam legalmente os 19 dias de outubro. Se houvesse realizado tais pagamentos até que justificaria uma ou outra medida protelatória, mas nem isto foi feito. Sem contar muitos que foram nomeados para cargo comissionado em seu próprio governo que também ainda não receberam até agora.

SENDO ASSIM, NÃO TEM EXPLICAÇÃO.

Em tempos de pouca voz e muita esperança a dura realidade faz os sonhos de um final de ano feliz dobrar-se perante a falta de compromisso político, onde os direitos coletivos são desrespeitados e os interesses políticos prevalecem. Definitivamente, com dois meses de mandato, o atual prefeito poderia sepultar o passado e iniciar uma nova era, através de uma gestão responsável dos recursos públicos. Nunca a população de Coari teve tanta saudade de um passado tão próximo e a esperança frustrada de uma liberdade que ainda não chegou. Uma palavra somente ecoa nas praças e ruas de Coari com o que está acontecendo: INJUSTIÇA!