Muitos funcionários da prefeitura de Coari em regime de contrato já tinham certeza que a demissão viria, uma vez que o prefeito de Coari Arnaldo Mitouso em entrevista afirmou que isto aconteceria. No entanto, muita gente, inclusive os que depositaram o voto de confiança nele esperavam que a demissão em massa ocorresse somente no final do ano quando os contratos se encerram e normalmente o administrador rever a necessidade. Qual não foi a surpresa (para não usar outro termo) quando através de decreto o novo prefeito de Coari executou a medida amarga para muitos pais de família que dependem única e exclusivamente de um salário para manter-se e que de uma hora para outra se vêem desamparados.


Pelo que tudo indica o natal e fim de ano para essas famílias não será um dos melhores. Esta é a dura realidade e a diferença entre a campanha e a administração. Uma das maiores crítica ao governo anterior era justamente o fato do ex-prefeito ter demitido contratados, e em menos de 1 mês de administração o novo governo segue a risca o que tanto criticou. Ao menos tivesse ele esperado chegar dezembro e anunciado desde já para que as pessoas se preparassem, pagassem seus compromissos, acertassem suas vida porque a decisão viria, seria intransferível. Mas não... A demissão dos contratados a partir do dia 1º de novembro foi um corte duro e seco.

Desculpas certamente não faltarão. O difícil será conjugar o discurso pré-administração com a prática de governo. O jeito agora, para quem chegou ao seu setor hoje ou recebeu o anúncio é buscar um alento. Muitos nas ruas e esquinas de Coari murmuravam silenciosamente: "ele poderia ter esperado até dezembro..."