Não foram poucos os comentários e nem pequena a repercussão do post sobre A PORTA DE COMPENSADO DO AUDITÓRIO MUNICIPAL PERANTE OS 9 MILHÕES QUE JÁ ENTRARAM NOS COFRES DA PREFEITURA na gestão do prefeito Arnaldo Mitouso. Os comentários foram os mais diversos, havendo uns totalmente temerários do ponto de vista de ameaça como se fosse estritamente proibido publicar a realidade, e outros apontando para o passado, ou seja, se a coisa ficou bagunçada ninguém pode cobrar. Fato é que o objetivo do post foi mostrar que se não é possível resolver os grandes problemas que são conjunturais que se resolva pelo menos os pequenos problemas que são pontuais.
Política não é religião. Na religião existe o aspecto sagrado onde quem toca no ícone santo está cometendo uma ignomínia. Apesar de muitas pessoas entenderem também que há alguns líderes políticos que nunca erram, ou que estão acima de qualquer suspeita. Isso não existe.
Porque que existe oposição? É para fiscalizar mesmo, é para criticar, é para apontar o que está errado. Quem era oposição e hoje é situação não faz mais isso, parou de reclamar, parou de reivindicar. Então é preciso que alguém faça. Se todo mundo se tornar situação o governante estará comodamente livre para fazer o que bem entender. Então, não há porque achar que quem era governo antes e hoje é oposição não tenha o direito de fiscalizar, tem sim, porque quem fiscalizava antes parou de fiscalizar.
A construção democrática é feita assim, ainda mais em um município onde a questão política é evidentemente polarizada. Já ouvi Secretário Municipal do atual governo dizer ao vivo em rádio: "Eu sou vermelho. Mas não é porque eu sou vermelho que eu não vou atender outra cor..." Se um secretário que deveria atender de forma irrestrita e universal aos cidadão de Coari declara-se intrisícamente membro de um grupo político, porque que quem era de outro grupo político não pode fazer denúncias pautadas sobre os fatos que estão acontecendo no município? Nada mais compreensível...
Quem senta em uma cadeira de prefeito é como quem dirige um ônibus lotado de passageiros, a responsabilidade não é só com a integridade do motorista ou do veículo, mas com todos os passageiros que estão á bordo. Você já imaginou um motorista de ônibus dirigindo apenas olhando pelo retrovisor ou reclamando do motorista anterior que esqueceu de faze manutenção no ônibus. É o que está acontecendo em Coari. Se alguém falar algo mais contudente sobre a atual administração o retrovisor é o guia.
Um mês já passou e continuam olhando para trás. O compromisso e com o futuro mas nada é feito porque existe um passado. Quem assumiu a responsabilidade de dirigir a vida de todos nós (oposição e situação) deveria tomar pé da situação porque as coisas começam a perder o controle. Está na hora de parar de olhar para o retrovisor e olhar para frente. Está na hora de ver quem acompanha os aspectos do município como inimigo do poder e entender que o exercício do direito de expressão é constitucional. Certamente, que se este veiculo for conduzido de forma bem sucedida o reconhecimento virá, mas se for conduzido de forma desastrada como esta sendo, o resultado será a reprovação.
