Talvez a presença do CNJ no Amazonas esteja mexendo com os brios da justiça no Estado, onde dois pesos e duas medidas são utilizadas no julgamento de processos diferentes, principalmente quando o assunto é prazo de processos: alguns são julgados com uma velocidade impressionante, enquanto outros mofam literalmente nas prateleiras e mesas dos gabinetes, dando direito a manter uns no poder enquanto outros perdem este direito.


Um dos casos de retardamento de julgamento é o do atual prefeito de Manaus: Amazonino Mendes. Ele que está governando mesmo estando cassado, ainda não teve seu julgamento realmente efetivado. Hoje o desembargador Francisco Maciel do TRE-AM anunciou que levará a matéria a julgamento na primeira quinzena de novembro. Segundo o desembargador a demora para que isso acontecesse, ocorreu em virtude do processo ser muito extenso contendo seis volumes.

Se a decisão de divulgar o prazo nada tem a ver com o Conselho Nacional de Justiça, pelo menos a presença do CNJ deixa muita gente com a pulga atrás da orelha, em virtude do desvio de função e e diversas acusações de manipulação do judiciário. Acusações que estão sendo apuradas.