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Olhando o site do Banco do Brasil, onde é possível verificar o montante de recursos que entraram na prefeitura de Coari do dia 17 (posse do novo prefeito) até o dia 31 de outubro, (CLIQUE AQUI: beneficiario: Coari. Coloque a data sem separadores; o ano deve ter os 4 dígitos) observa-se que já era bem possível ter iniciado o pagamento dos funcionários que estão com os salários atrasados. A questão não é quem pagou e nem quem deixou de pagar. A questão é: se tem recursos porque não pagar?


Nas primeiras entrevistas falava-se que não havia recursos, mesmo no dia 20 (três dias após a posse) tendo entrado mais de 4 milhões. Agora fala-se que não foi pago até agora porque o dinheiro que tem e insuficiente, isto é, tendo entrado 6.159.773,48 (seis milhões cento e cinquenta e nove mil cento e setenta reais e quarenta e oito centavos). A fora os recursos que começarão a entrar no início do mês no ciclo de recursos que nunca deixa de entrar na prefeitura. Não estou dizendo que o prefeito não vai pagar, o que estou dizendo é que se o povo fosse realmente prioridade, e se o discurso de mudança, de fazer diferença estivesse mesmo sendo levado a sério, com o recurso que entrou desde o dia 20 já era possível ter mitigado a fome de milhares de pais de família.

Outro ponto que esta sendo batido é que o dinheiro do royalties não pode ser utilizado para pagar pessoal. Estive pesquisando sobre o assunto e pelo que eu entendi, existe um impendimento para não pagar efetivos com os royalties, mas os contratados e comissionados é possível sim fazer o pagamento com o entendimento respaldado na Lei 7990/89 em seu artigo 8º (LEIA AQUI). É claro que quando não se quer resolver um problema a primeira coisa que buscamos é uma boa desculpa, mas quando há vontade política para resolver problemas há buscas insensantes de solução.

Durante muitos anos ouvi um discurso que ao falar sobre a prefeitura de Coari sempre se dizia: "Dinheiro tem, só não fazem porque não querem". Não quero julgar ninguem, mas dinheiro tem desde o dia 20. É preciso fazer. Desculpas não pagam conta de funcionário, não pagam luz, água ou telefone. Desculpa não põe comida na mesa. O tempo passa devagar para quem tem suas necessidades, portanto o que deveria ter sido feito devia ter sido feito logo. Para quem quer receber o seu pagamento é  isso que interessa. Quando alguém empenha a palavra de que vai fazer diferente tem que fazer diferente, há uma obrigação moral diante daquilo que se pregou. Resolvem-se o problema e punem-se os culpados e não vice-versa. O que importa é a solução e não o problema, e o tempo esta demorando passar para quem depende desta solução.