Ao receber a denúncia de que a casa da mãe do cidadão Joabe Jácomo estava cercada por pessoas, fui pessoalmente averiguar o fato, por curiosidade. Ao chegar lá me deparei com uma cena chocante. Cerca de 20 homens, cercavam a casa, colocando carro com farol alto sobre a residência e ameaçando entrar. Quando passei em frente da moradia, vi o tumulto e também neste momento chegou uma viatura da polícia militar. Ao constatar o fato, os policiais entraram em ação para tentar debelar a confusão uma vez que a vizinhança toda estava acordada sem entender nada do que estava acontecendo.
A dupla de policiais militar, ao dar a ordem para que as pessoas se retirassem e garantissem o sossego público, foi intimidada por um senhor que as pessoas identificaram como Dr. Miguel que gritou para os policiais:
- “Não vou sair daqui. Ninguém me tira daqui. Estou em via pública”.
Diante da insistência dos policiais, novamente o Dr. Miguel gritou:
- “Não vou sair daqui. Você está falando com um oficial das forças aéreas brasileira”.
E não saiu mesmo. Ficou lá, com o seu carro ligado com os faróis em luz alta em direção a casa da senhora. Os vizinhos que conversaram comigo estavam preocupados com o estado da proprietária da casa, conhecida como Maria do Chico Crente, pois há poucos meses ela ficara viúva e havia passado por uma crise de nervosismo muito grande com a perca do seu esposo. No momento não pude constatar a situação de saúde da mulher. Fui informado que Joabe Jácome também não está em Coari, encontra-se viajando.
Enquanto eu estava lá, fui fotografado insistentemente, em uma clara tentativa de intimidação. Fechando a rua vários carros com adesivos de propaganda política. Os vizinhos perturbados pelo barulho, pedia sossego e reclamavam da pertubação. Algumas pessoas reclamavam da ausência de atuação da polícia militar que não conseguiu debelar o bando.
Sem autorização judicial, sem ordem legal alguma as pessoas declaravam que iam entrar na casa. A intimidação e balbúrdia duraram mais de duas horas. Constatei também haver grupos de pessoas, com carros em forma de vigilância na frente de algumas casas, como se estivessem com autoridade para promover vigilância. Um carro da placa JWW 7793, com vidro fumê ficou circulando em frente da minha casa enquanto eu guardava o carro. Uma sensação de insegurança e terror tomou conta da minha família. Estou escrevendo este post na madrugada, alarmado com tudo o que vi.