Desavenças políticas à parte, o drama dos funcionários públicos municipais aumenta, e durante mais um final de semana o impasse do bloqueio de contas continua. Chegou sexta-feira e os tribunais não se manifestaram sobre a competência de desbloquear as contas. O bloqueio que foi feito em menos de 4 horas após o pedido do DEMOCRATAS já leva mais de 60 dias, e nos últimos dias nenhum desembargador sequer assume a responsabilidade de liberar os recursos para a folha de pagamento dos funcionários públicos municipais, como aconteceu no mês passado.
Será mais um final de semana amargando sem ter o que comer, ou como providenciar os alimentos em suas mesas. Para quem vive de política é fácil dizer que prefere que o pagamento continue bloqueado, mas para quem tem em seu salário o recurso para sobreviver isso soa como brincadeira de mal gosto e falta de solidariedade. Os funcionários públicos de Coari precisam de um posicionamento urgente do judiciário do Estado do Amazonas. Quem é oposição ao governo diz que prefere que as contas e os salários continuem bloqueados a ver o dinheiro liberado circulando na economia local, sob o pretexto de ser usado na política, acreditando na hipótese de seu candidato ganhar as eleições. Mas se isto não ocorrer, uma vez que hipoteticamente todos os candidatos tem chances iguais? Por outro lado quem é situação ou é neutro na questão política indaga: Porque eu, cidadão tenho que ser penalizado por uma questão política? Sem contar os funcionários da Câmara de Vereadores que também estão sem receber já há dois meses, uma vez que só foi liberando no mês de agosto o pagamento da prefeitura e não da câmara? O repasse constitucional que deveria ter sido repassado no dia 20 equivalentemente, não foi feito porque as contas estão bloqueadas.
Enquanto desembargadores tomam café, almoçam, jantam os melhores pratos que sua profissão lhes dá o direito de gozarem, o trabalhador coariense funcionário público municipal amarga na necessidade, nas dívidas, nos juros e no sofrimento. Eu seria hipócrita em não me posicionar a respeito do assunto, pois é uma falta de humanidade fazer o que está sendo feito com milhares de pais de família de Coari que dependem dos seus salários para sobreviver e pagar seus compromissos. Para estes pais de família, um dia parece uma eternidade.