Esta semana, vi de tudo em forma de violência em Coari. Em um determinado momento parei para observar o comportamento de algumas pessoas que incentivavam as pessoas para atitude violentas. Em frente a prefeitura, um rapaz chegou em alta velocidade em uma moto gritando: "Aqui está o dinheiro". Em seguida, muitas motos chegaram simultaneamente fazendo buzinasso, e a aglomeração começou. Quando os policiais chegaram para averiguar o que estava acontecendo, o rapaz da moto, que chegou gritando rapidamente saiu do local e deixou a confusão armada.
Antes da tropa de choque chegar em frente a prefeitura, uma rapaz e uma senhora gritavam palavras de ordem em tom de ofensa e em voz alta. Literalmente estas pessoas puxavam a algazarra. Quando a tropa de choque chegou e se preparou para agir, as primeiras pessoas que deixaram o local se esgueirando pelo meio da multidão foram estas duas pessoas, como se não estivesse acontecendo nada.
Lamentavelmente, os incentivadores da violência não assumem o risco da atitude que tomam, covardemente escondem-se atrás das sombras enquanto inocentes digladiam entre si. Depois de domingo, muitas destas pessoas que estão se expondo em atos de confusão talvez nem tenha a oportunidade de se quer ser reconhecido, por ser mais um na multidão. Enquanto isto, os coordenadores de campanha e os graúdos já discutem que cargos e negócios ocupariam se caso ganhassem.
Incentivar a violência é lamentável, pois só se expõe que vai para o embate, quem autoriza os atos fica protegido e confortável em suas salas com ar condicionado. Não entendo como alguém tem a coragem de criar uma estratégia de campanha chamada brigada cidadã, autorizando cidadãos comuns a fazerem o trabalho de polícia. Não há lugar sagrado maior que o interior da residência do cidadão, se alguém invade por contra própria a casa de alguém corre um grande risco. Não é com a transgressão da lei que se cumpre a lei e violência só gera violência.