As contas da prefeitura continuam bloqueadas e os funcionários públicos até hoje não receberam pagamento. Nem o eleitoral e nem a justiça comum definem responsabilidades e tão pouco os funcionários recebem os salários. Se este problema não for resolvido haverá caos social, pois se para os políticos a vida se restringe a campanha eleitoral ao cidadão comum a vida segue e é preciso por pão a mesa.
O bloqueio que parecia ser uma medida sadia tornou-se um “tiro no pé” politicamente. Quem vai querer ouvir falar em eleição e voto se não tem o que comer, quem vai querer votar se não tem o que comer? Se os tribunais não definem de quem é a responsabilidade para o desbloqueio, deveriam pelo menos liberar o pagamento dos funcionários que não tem nada a ver com brigas pelo poder. E a conta social de quem será cobrada? Quem pediu o bloqueio das contas assumirá o ônus jurídico de todos os prejuízos dos cidadãos que entrarem na justiça comum por terem um direito líquido e certo seqüestrado? Se o prefeito que ora está respondendo pelo poder público municipal pode assinar qualquer documento porque está impedido de assinar a folha de pagamento de quem entrou pela porta do serviço público através de concurso e tem seus compromissos para assumir? Fato é que os servidores já deveriam ter sido pagos e até hoje nada disso aconteceu.
Para ter idéia do tamanho da confusão que o Sr. Pauderney Avelino e o vereador Iranilson Medeiros arranjaram ao provocarem a justiça para o bloqueio das contas na eminência de assumir a prefeitura, é só perceber o que está acontecendo em Coari. Quem tem outra fonte de renda, ou reserva em conta bancária vai escapando, mas quem vive de salário mínimo ou não tem reservas o problema gera um agravante que talvez fique sem ter como recuperar. Faltam 10 dias para as eleições suplementares e pode ser suicido político manter mais de 5.000 pessoas sem receber.  Enquanto os tribunais não se manifestam o povo passa fome.