A estratégia do Partido Democratas, na pessoa do vereador Iranilso Medeiros, que assumiu publicamente o bloqueio das contas públicas foi uma medida que somente complicou a vida dos coarienses. O presidente regional do partido Pauderney Avelino, que não é coariense ao apoiar esta medida prejudicou milhares de famílias que dependem do alimento direto sobre suas mesas e de pagar os compromissos financeiros firmados sobre o pagamento do funcionalismo público municipal. O bloqueio das contas públicas está consolidando um caos econômico que além de atingir os funcionários e o serviço público, também está atingindo o comércio local.
Nesta horas não há oposição ou situação, não há contra e nem a favor, há milhares de funcionários que correm o risco de não receber seus salários e passarem uma dificuldade que não era necessária, uma vez que com a mudança de prefeito por conta da cassação de Rodrigo e Leondino, iria ocorrer de acordo com as normas vigentes, sem a necessidade de bloquear as contas públicas. A qualquer momento, qualquer cidadão poderá necessitar de um atendimento de saúde mais emergente e pode ocorrer morte, por falta de recursos financeiros que estão emperrados. A educação vai ter outro retrocesso, e seja qual for o prefeito que ganhar nas eleições suplementares, a herança será um turbilhão de problemas oriundos deste bloqueio de contas. Iran não conseguiu o desbloqueio, Emídio não está conseguindo e a Câmara de Vereadores com todos os vereadores e funcionários estão sem receber seus salários. O repasse constitucional que já deveria ter sido feito não o foi por conta do bloqueio das contas. Uma verdadeira intervenção no município de Coari.
Se a estratégia é segurar as contas até depois das eleições, tal medida é desastrosa, uma vez que o cidadão não almoça e nem janta campanha política. Enquanto os políticos fazem o que gostam de fazer que é propalar suas virtudes para chegar ao poder ou manter-se nele, os cidadão precisam de assistência, saúde, educação e pagar seus compromissos. Promessas de candidatos não vão sustentar por mais de 20 dias quem não tem o que comer ou com o que pagar seus compromissos e esta dificuldade só recai sobre que criou esta situação desnecessária.
O bloqueio das contas é um filho que tem pai. Todos sabem que a responsabilidade de quem fez o pedido. Todos sabem que o partido Democratas assumiu o ônus da decisão. A medida que o tempo passa a necessidade de quem depende de seu salário no final do mês aumenta e que a indefinição nos tribunais não tem explicação, uma vez que não está havendo alternância de poderes e que o município deveria caminhar com os seus próprios pés. Fazer política não é isso, política é muito mais que campanha eleitoral, política de verdade é desenvolver ações práticas que tragam benefícios para todos, sem importar qual o posicionamento político do cidadão, se é situação ou oposição.
Ninguém tem bola de cristal para adivinhar quem vai ganhar a eleição, somente a urna no dia 20 de setembro, mas todos sabem que dia-a-dia o cidadão precisa do serviço público a seu dispor, seja um serviço de qualidade ou não a verdade é que as portas públicas não podem fechar. Correm sério risco de fechar se as coisas continuarem deste jeito, e aí o eleitor vai cobrar dos políticos de plantão a conta que não deveria ter sido criada.
Lamentavelmente, quando o sapato começar a apertar por conta de uma medida desastrada como esta que pediu o bloqueio das contas, a fome e as dívidas vão bater na porta de oposicionistas e situacionistas, e vai ser quando o cidadão se vendo na condição de necessidade vai dizer: “Embala que o filho é teu!”.