As contas da prefeitura de Coari continuam bloqueadas pela justiça do Estado do Amazonas. A responsabilidade que antes era da justiça eleitoral passou para a justiça comum, mas por enquanto nenhuma decisão foi tomada no TJ desde que a decisão da desembargadora Maria das Graças declinou da competência de julgar.
O bloqueio das contas foi pedido pelo partido DEMOCRATAS, por ocasião da decisão do Pleno do TRE em cassar o mandato do prefeito Rodrigo Alves. Com isto, mesmo os recursos estando disponíveis na conta da prefeitura só poderiam ser utilizados com a autorização do pleno do Tribunal Eleitoral. Quando Rodrigo conseguiu a liminar que o trouxe de volta no dia 24 de julho, a prefeitura teve os recursos liberados novamente. Rodrigo manteve-se no poder até o dia. Ao ser cassada a liminar de Rodrigo as contas voltaram, e mesmo o vereador Iranilson Medeiros, autor do pedido do bloqueio tendo assumido como prefeito no dia 31 de Julho e tentado o desbloqueio das contas elas não foram bloqueadas. Iran deixa a prefeitura no dia 02 de agosto e tanto as contas da prefeitura de Coari e da Câmara Municipal continuaram bloqueadas.
Após Emídio Neto assumir a prefeitura e sem alternância de poderes a primeira medida foi solicitar a liberação de recursos para o pagamento de funcionários da prefeitura. O pedido foi formulado ao TRE e acatado e no dia 5 de agosto os pagamentos foram autorizados pelo pleno do TRE. Os bancos foram informados no dia seguinte e no dia 7 de agosto os funcionários públicos municipais começaram a receber o pagamento durou até o dia 14 de agosto, em virtude dos bancos não poderem atender todos os funcionários de uma vez.
Mesmo havendo sido desbloqueados os recursos para o pagamento dos funcionários municipais a estrutura da prefeitura necessitava funcionar. Todas secretarias já estavam funcionando precariamente, sem recursos para compra de material de expediente, combustíveis, material de limpeza e material necessário para o hospital de Coari. Mais uma vez foi feito um pedido ao TRE que autorizou o recurso de R$ 2.791.617,06 milhões para atender as necessidades emergenciais. É com este recurso que a prefeitura vem funcionando desde o dia 19 de agosto de forma precária. Com o decorrer dos dias a situação vai ficando cada vez mais precária.
O calendário da folha de pagamento do funcionalismo público municipal que está sendo fechado pode não ser efetivado se as contas continuarem bloqueadas. No dia 19 de agosto a desembargadora Maria das Graças declinou de manter sob sua responsabilidade a decisão de continuar com o bloqueio das contas e na sua decisão remeteu o caso para o Tribunal de Justiça. A decisão foi no dia 19 de agosto e somente no dia 27 de agosto a decisão foi publicada. A corrida contra o tempo é mais um elemento desfavorável aos funcionários municipais. Agora o processo já está sob a tutela do TJ e a decisão está sendo aguardada, a decisão do bloqueio total das contas. Se a providência não for tomada os funcionários municipais vão amargar mais um atraso. Hoje, dia 1 de setembro a situação continua parada nos tribunais e o pagamento não tem data para ser efetivado.
Com o atraso dos pagamentos todos são atingidos, não importa se é oposição ou situação, todos sofrem, pois há compromissos para serem pagos, juros que correm sobre dividas atrasadas e demais compromissos. Tanta o poder executivo quanto o legislativo estão com suas contas bloqueadas, os problemas estão acumulando e nestes poucos dias as crises podem aumentar com falta dos recursos mínimos para que a população seja atendida.