O juiz eleitoral ainda não encontra-se na cidade. Hoje é o último dia para que seja dada entrada no registro de candidatura dos candidatos e a ausência do magistrado que conduzirá o pleito gera insegurança e dúvida. O que fazer diante dos ilícitos eleitorais? A quem recorrer?
Já vimos de tudo um pouco nestes dias de ausência do magistrado em Coari: desde bandeiras da campanha anterior (com CPF e CNPJ e tudo mais) sendo asteada na Estrada Coari-Mamiá em uma "taboca", até partidos políticos convidado a população em geral para as convenções que são intra-partidárias e que deveriam ser compostas apenas por convencionais.
A vinda do Presidente do Tribunal Eleitoral a Coari ainda não aconteceu mesmo tendo sido anunciada para esta terça-feira e a dúvida sobre a organização de uma eleição realizada à toque de caixa torna-se mais gritante. Some-se a isso, o não julgamento do mérito do recurso especial do prefeito Rodrigo Alves em Brasília, que acrescenta indagações pertinentes, do tipo: porque as eleições já estão marcadas se o processo não foi transitado em julgado? O que pode acontecer após o julgamento do mérito? E as infidelidades partidárias que foram uma atração à parte nas convenções? E a propaganda antecipada feita mesmo antes da abertura do calendário da campanha?
A presença de um comando em Coari, para o pleito seria a maior prova de uma eleição organizada, onde cada partido pudesse ter contar com a figura do magistrado organizando tudo e dando segurança ao processo político que Coari enfrenta. Enquanto isso não acontece, confusão e mais confusão é o que sobra...