– Quando vir alguém com o rosto desfigurado, não julgue essa pessoa, porque você nunca sabe o que aconteceu com ela – declarou.

Estava ainda meio adormecido, quando vi na TV que amanhecera ligada em um dos telejornais matutinos, um rosto diferente que me chamou atenção. Aquele rosto inchado, desfigurado pouco lembrava o de uma bela mulher que algum tempo atrás havia sido agredido violentamente pelo marido com um tiro na cara. A cirurgia foi apresentada como um grande feito da medicina e o foi. No entanto, o trauma, a dor sofrida me foi mais gritante do que aquele rosto bizarro que se apresentava nos informativos matutinos.

 

Não julgue a pessoa - disse ela - quando vir alguém com rosto desfigurado, não julgue essa pessoa, porque você nunca sabe o que aconteceu com ela. Esta frase repele o preconceito que mesmo sendo errado se manifesta tão naturalmente quando estamos diante do diferente, do esquisito aos nossos olhos. Se há o julgamento, é porque temos a tendência de julgar, de condenar e de execrar. A violência que embrutece o ser humano faz com que pessoas sofram, e o conhecimento faz com o prejuízo seja recuperado. Seria bom se não houvesse violência, e que assim não houvesse prejuízos.