MAIS UMA MORTE NA GONÇALVES LEDO

Fotos:Ely Almeida

Moto e carro envolvidos em mais um acidente fatal
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O domingo coariense foi marcado por mais uma tragédia. Dessa vez um menor dirigindo uma pick-up cor preta, placa JXY 5359, bateu na traseira da moto Honda/Biz, cor vermelha, placa NOM 3827, que era pilotada por João Dias da Silva, natural de São Paulo, que morreu na hora.

Vários acidentes, inclusive com vítimas fatais, já aconteceram naquela área do centro da cidade. O excesso de velocidade, a imprudência e o desrespeito à leis do trânsito são apontadas como as principais causas.

Apesar de estar usando capacete, a vítima não havia travado adequadamente o equipamento de segurança. Com o impacto, por estar solto, o capacete foi arremessado longe do corpo. “Ainda tentei socorrer, mas já estava saindo sangue da boca dele”, disse uma testemunha.

Preso em flagrante, THS está completando 17 anos de idade hoje (16 de março) numa das celas da 10ª Delegacia Regional de Coari. Ele está sendo acusado de homicídio culposo (art.302) e por conduzir veículo sem Carteira Nacional de Habilitação – CNH (art.309) e deverá ser ouvido ainda hoje pela justiça.

O fatídico acidente aconteceu por volta das 8h10 da manhã nas proximidades da panificadora Nossa Senhora Aparecida, onde a vítima teria ido comprar pão. João era contabilista, residia na rua Américo Leitão, 67 – Centro, era casado e tinha dois filhos menores.

Populares que presenciaram o acidente contam que chovia no momento e que o carro trafegava em alta velocidade. Alegam que o motorista ainda tentou frear, mas acabou colhendo a moto por trás e jogando o condutor contra o solo.

Uma das testemunhas oculares, arrolada pela polícia, assegura que a moto foi arrastada por cerca de 25 metros, depois do choque o corpo da vítima foi projetado sobre o capô do carro e, com a freada, foi arremessado contra o asfalto. “Ele vinha muito rápido, parecia que estava fazendo “pega””.

Muito desolado, pois conhecia a vítima, o pai do menor, José Alves de Souza, o “bombomzinho”, disse que tudo foi uma fatalidade. “Ele prestou socorro à vítima, não se evadiu do local e não resistiu à prisão”, atenuou o advogado Adervam Cordovil que atende ao menor.
 
Correspondente:Eledilson Colares
FONTE: www.guiacoari.com