Cinco vereadores do município de Tapauá – a maioria da Câmara Municipal formada por nove membros – pediram oficialmente ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) e ao Ministério Público Estado (MPAM) que façam uma devassa nas contas dos dois mandatos do ex-prefeito Almino Gonçalves de Albuquerque.  O presidente da Câmara, Raimundo Veríssimo Alves (PMDB) e os vereadores Edicleide Queiroz (PV), Manoel Diomédio da Silva Filho (PV), Antonio Teixeira de Oliveira (PR) e Altevir Nascimento dos Santos (PR) denunciaram que, em oito anos de mandato, o ex-prefeito prestou contas apenas dos três primeiros anos (2001, 2002 e 2003) ao Legislativo Municipal.

Segundo o vereador Manoel Diomédio, “o maior prejuízo pode ter acontecido na área da Educação”.

Como comprovação de suas suspeitas de mau gerenciamento dos recursos públicos, os vereadores anexaram às representações feitas aos dois órgãos fiscalizadores cópias de notas fiscais que supostamente comprovam superfaturamento, além do fato de que as mercadorias – para a merenda escolar – terem sido compradas em empresa do cunhado do ex-prefeito.

Segundo a denúncia dos vereadores, o ex-prefeito também não foi responsável com os recursos do Fundef (hoje Fundeb) que cresciam ano a ano desde 2002, mas deixaram de ser repassados aos professores nos anos de 2004 e 2005, a título da cota que cada professor tem direito quando há sobras da verba do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

Além desses problemas, Diomédio e os demais vereadores denunciaram a contratação de servidores de forma irregular: “Um deles era pago pela Secretaria de Educação, mas trabalhava na serraria do município”, disse ele, revelando que a Prefeitura de Tapauá tem uma serraria e movelaria que funciona como empresa privada fazendo e comercializando móveis.

“Enquanto isso, a maioria das escolas da cidade está totalmente depredada ou funciona de forma precária, como é o caso da Escola Municipal Arthur Virgílio Filho, onde deveriam ser aplicados os recursos que a prefeitura recebe do governo federal”, criticou o vereador.