O ex-prefeito de Tapauá, Almino Gonçalves, se manifestou a respeito das denúncias feitas por cinco vereadores do município que pediram ao TCE e ao MPAM investigação nas contas municipais, principalmente no setor da Educação. 

“Até 2007 o município mandou o balanço geral para a Câmara e tem a cópia do ofício encaminhado como prova. Só falta a prestação de contas de 2008 que eu posso e vou entregar até 30 de março”, afirmou.

Sobre as acusações de não fazer o repasse das sobras do Fundeb, Almino Gonçalves disse que o gasto anual com os salários também aumentou, portanto não havia sobras a serem repassadas. 

“Nós tínhamos na zona rural menos de 60 professores e na urbana 45 professores. Eu deixei mais de 150 professores na zona rural e mais de 120 professores na zona urbana”, diz o ex-prefeito, indicando que o próprio Tribunal de Contas do Estado realiza uma fiscalização para o recurso e pode indicar sua suspensão caso haja irregularidades. 

“Todos os anos a quantidade de alunos aumenta e há a necessidade de contratação de novos profissionais inclusive para o interior. Os vereadores que fizeram a denúncia fizeram cálculos infundados”, alfinetou.

Almino também levantou denúncia contra a Câmara de Tapauá. “Os vereadores denunciam, mas a própria Casa Legislativa não presta conta dos repasses que recebe”, comentou o ex-prefeito. Segundo Gonçalves, No ano passado o repasse da prefeitura à Câmara de Tapauá foi mais de R$ 1 milhão e até hoje não houve informações de como esse dinheiro foi gasto. Ele concluiu afirmando que os vereadores têm o direito de fiscalizar e que não se opõe à iniciativa do grupo de pedir a investigação em suas contas, mas “eles deveriam começar pela própria casa deles, porque desde que os novos prefeitos assumiram em outros municípios, eles reclamam do antecessor. Mas em Tapauá a prefeitura ficou totalmente sanada, paguei o 13º, dezembro e janeiro os funcionários já receberam normalmente”.