Um artigo no site www.agrosoft.org.br, relembrou a "História e Impacto da Entrada da Sigatoka-negra no Brasil", quando completou 10 anos da Identificação da Doença. O site narra que em dezembro de 1997 os técnicos na época, da Delegacia Federal da Agricultura do Estado do Amazonas e Embrapa Amazônia Ocidental, Ana Fabíola, Carlinhos, José Clério Rezende Pereira e Luadir Gasparotto, detectaram uma nova doença foliar ocorrendo em bananeira, de forma severa induzindo perdas de até 100% nas cultivares prata, maçã e nos plátanos Pacovan (D’angola) e Pacovi (Banana da Terra).

Em fevereiro de 1998, nos laboratório de Fitopatologia da Embrapa Amazônia Ocidental, os pesquisadores José Clério, Luadir Gasparotto, Araides Fontes e a na época bolsista de DCR Ana Fabíola, confirmaram a identificação da doença como sendo Sigatoka-negra causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, anamorfo Pseudocercospora fijiensis. A primeira publicação da ocorrência da doença encontra-se nos Anais do Congresso Brasileiro de Fitopatologia realizado em Fortaleza, Ceará em agosto de 1998.

Entre 2001 e 2002, a doença já ocorria em todo o estado do Amazonas, com exceção de alguns municípios na calha do Rio Madeira. Até o anos de 2004, a doença já ocorria em todos os estados da região norte, exceto Tocantins. 

Até 2001 Coari comemorava a "Festa da Banana", quando o município carregava a fama de ser o maior produtor desta cultura no Estado do Amazonas. Pouco a pouco a ênfase à produção da banana foi desaparecendo, à medida que a doença avançava sobre a produção. Hoje, Coari comemora a "Festa do Gás Natural", uma vez que a economia do município está baseada nos recursos minerais (petróleo e gás) que são extraídos de seu subsolo, em Urucú.